Continuar sendo o “guarda chuva dos socialistas”
As resoluções da Executiva Nacional do PSOL publicada no sítio do Partido dia 16 de outubro de 2009 é recheada de motivos para os militantes de base ficar de alerta.
Reflete o mesmo quadro já configurado no II Congresso realizado em São Paulo. Divergências profundas sobre os rumos da tática eleitoral e da ação política em sua totalidade.
Nestes poucos anos da dura batalha para construir o PSOL, Heloísa Helena cumpriu honrosamente o papel de liderança, assim como foi no Senado sua luta contra os perseguidores dos direitos dos aposentados e contra os corruptos de toda espécie.
Neste momento, Heloísa Helena entende que contribuirá mais como Senadora por Alagoas, com chance real de eleição, que como candidata a presidente. Apesar de discordar, somos obrigados a aceitar esta decisão. Mas este fato é “expressão de uma crise política na medida em que demonstra sua (do PSOL) incapacidade de resolver satisfatoriamente o nome que irá substituir o de Heloísa Helena e representar o PSOL em 2010”, afirma a resolução.
Além da conjuntura adversa, como bem constata a resolução, este impasse vira caos total quando “temos de um lado aqueles que entendem ser pertinente a adoção de uma tática eleitoral em torno de uma eventual aliança/apoio do PSOL com a candidatura Marina Silva...”.
Por que esta posição leva a um caos total?
Em primeiro lugar, Marina Silva tem uma trajetória militante, mas desde 2002, com a vitória eleitoral de Lula, foi fiel executora da inflexão política feita pelo PT cujos parâmetros estão na “Carta ao povo brasileiro” publicada por Lula em 22 de junho de 2002. “Aqui ganha toda a sua dimensão de uma política dirigida a valorizar o agronegocio e a agricultura familiar”. O agronegocio prospera, os usineiros são os “heróis” de Lula, os trabalhadores pobres do campo continuam sendo expulsos para a periferia das cidades e o processo da concentração da terra é crescente, conforme dados do próprio IBGE.
Desde que assumiu o Ministério de Meio Ambiente em janeiro de 2003 até sua renúncia em 13 de maio de 2008 foi conivente com o receituário neoliberal adotado por Lula: reforma da previdência; PROUNI; projeto de lei 4776/2005 para aluguel de parte da floresta amazônica para a iniciativa privada; liberação dos transgênicos, etc. Por não executar medidas concretas, seu discurso em defesa da ecologia caiu no vazio; de forma oportunista, todos são defensores da ecologia, mas de efetivo nada é realizado.
Ao escolher o Partido Verde para lançar sua candidatura, Marinha Silva não deixa dúvidas sobre seu projeto de conciliação de classes, apesar do linguajar rebuscado, se identificando com a demagogia. Este é um partido que se apresenta como salvador da humanidade, mas só presta serviços à burguesia. Sua prática política não deixa dúvidas: alianças com a oligarquia Sarney no Maranhão; apoio ao governo José Serra em São Paulo (PSDB); aliado de Blairo Maggi em Mato Grosso, apontado pelo GREENPEACE como a personalidade brasileira que mais contribuiu para a destruição da Amazônia; base aliada do presidente Lula, etc, etc, etc. Lembramos que foi o Partido Verde quem indicou o atual Ministro da Cultura, Juca Ferreira. É um partido que faz tudo para barganhar um cargo, não se importando com os princípios políticos e ideológicos.
A política de Marina Silva é convencer o capital a preservar a natureza; é querer desenvolvimento sustentável na sociedade onde o eixo central é o lucro. Será que ela acredita mesmo que esta magia é possível no reino do capitalismo?
Em segundo lugar, esta posição não só confunde o partido, mas representa mudança total na tática, deixando de lado a tarefa de ser o “guarda chuva dos socialistas”.
A confirmação desta possibilidade, que não concordamos, representará uma adesão completa à política de conciliação de classes, seguindo ainda em sua infância os passos que o PT adotou em sua fase adulta.
Não é para fortalecer este tipo de tática que militamos no PSOL.
Sabemos das dificuldades que enfrentamos na construção do PSOL. Não é fácil uma campanha de uma candidatura própria, mas sem sacrifício nunca pavimentaremos o terreno para construirmos uma sociedade socialista.
Temos que dar continuidade ao desafio de organização da classe trabalhadora, combater a pobreza e a concentração de renda. É necessário eliminar por vez a especulação financeira, o aumento da dívida pública que, com juros espoliadores, só beneficia o grande capital e o imperialismo, mantendo milhões de brasileiros quando muito no regime de minguada bolsa família.
Precisamos que o Estado destine pesados investimentos em setores estratégicos da economia, que as riquezas geradas pela exploração do petróleo e exploração dos minerais estejam completamente sob o controle dos trabalhadores e de toda a nação. Que o Estado invista pesado na modernização do campo e na democratização do uso da terra. Que a riqueza produzida seja canalizada para resolver definitivamente o problema da estrutura produtiva, da educação, da saúde, da moradia, do saneamento básico, do desenvolvimento científico, tecnológico e cultural.
A afirmação de uma política socialista, que aponte rumos para superar a exploração e a opressão é o sentido de nossa luta.
Pela sua história de luta e pelo respaldo que possui entre os trabalhadores, é Heloísa Helena que naturalmente representaria o PSOL nas eleições de 2010, como candidata à presidência. Na sua impossibilidade, vamos escolher um dos companheiros que colocam seus nomes à disposição. Vamos fazer todo esforço para encontrar um nome do partido que seja aceito por todos os militantes.
Não adianta construir partido onde só uma meia dúzia de líderes decide tudo. Vamos convocar as bases a assumir este desafio, vamos definir critérios democráticos e confiáveis para eleição de delegados e vamos transformar a Conferência Eleitoral em um verdadeiro Congresso do PSOL para aprovar o programa político e escolher o candidato a presidente.
Saudações Socialistas
Diretório Municipal de Imperatriz
Cicero Nunes - Executiva Estadual
Carlos Leen - Executiva Estaudl
Carlos Lopes - Diretório Estadual
Homete Vieira - Diretório Estadual
Cleumir Pereira - Diretório Estadual
Wilson Leite - Pres. do PSOL de Imperatriz
Emanuel Chaves - Militante de Imperatriz
Wellyngton Chaves - Militante de Imperatriz
Felix Lima - Militante de Imperatriz
Jaime Rabelo - Militante de Imperatriz
Antonio Guimaraes - Militante de Imperatriz
Jucely Alves - Militante de Imperatriz
Jean Aparecido - Militante de Imperatriz
Hilário Barbosa – Militante de Imperatriz
As resoluções da Executiva Nacional do PSOL publicada no sítio do Partido dia 16 de outubro de 2009 é recheada de motivos para os militantes de base ficar de alerta.
Reflete o mesmo quadro já configurado no II Congresso realizado em São Paulo. Divergências profundas sobre os rumos da tática eleitoral e da ação política em sua totalidade.
Nestes poucos anos da dura batalha para construir o PSOL, Heloísa Helena cumpriu honrosamente o papel de liderança, assim como foi no Senado sua luta contra os perseguidores dos direitos dos aposentados e contra os corruptos de toda espécie.
Neste momento, Heloísa Helena entende que contribuirá mais como Senadora por Alagoas, com chance real de eleição, que como candidata a presidente. Apesar de discordar, somos obrigados a aceitar esta decisão. Mas este fato é “expressão de uma crise política na medida em que demonstra sua (do PSOL) incapacidade de resolver satisfatoriamente o nome que irá substituir o de Heloísa Helena e representar o PSOL em 2010”, afirma a resolução.
Além da conjuntura adversa, como bem constata a resolução, este impasse vira caos total quando “temos de um lado aqueles que entendem ser pertinente a adoção de uma tática eleitoral em torno de uma eventual aliança/apoio do PSOL com a candidatura Marina Silva...”.
Por que esta posição leva a um caos total?
Em primeiro lugar, Marina Silva tem uma trajetória militante, mas desde 2002, com a vitória eleitoral de Lula, foi fiel executora da inflexão política feita pelo PT cujos parâmetros estão na “Carta ao povo brasileiro” publicada por Lula em 22 de junho de 2002. “Aqui ganha toda a sua dimensão de uma política dirigida a valorizar o agronegocio e a agricultura familiar”. O agronegocio prospera, os usineiros são os “heróis” de Lula, os trabalhadores pobres do campo continuam sendo expulsos para a periferia das cidades e o processo da concentração da terra é crescente, conforme dados do próprio IBGE.
Desde que assumiu o Ministério de Meio Ambiente em janeiro de 2003 até sua renúncia em 13 de maio de 2008 foi conivente com o receituário neoliberal adotado por Lula: reforma da previdência; PROUNI; projeto de lei 4776/2005 para aluguel de parte da floresta amazônica para a iniciativa privada; liberação dos transgênicos, etc. Por não executar medidas concretas, seu discurso em defesa da ecologia caiu no vazio; de forma oportunista, todos são defensores da ecologia, mas de efetivo nada é realizado.
Ao escolher o Partido Verde para lançar sua candidatura, Marinha Silva não deixa dúvidas sobre seu projeto de conciliação de classes, apesar do linguajar rebuscado, se identificando com a demagogia. Este é um partido que se apresenta como salvador da humanidade, mas só presta serviços à burguesia. Sua prática política não deixa dúvidas: alianças com a oligarquia Sarney no Maranhão; apoio ao governo José Serra em São Paulo (PSDB); aliado de Blairo Maggi em Mato Grosso, apontado pelo GREENPEACE como a personalidade brasileira que mais contribuiu para a destruição da Amazônia; base aliada do presidente Lula, etc, etc, etc. Lembramos que foi o Partido Verde quem indicou o atual Ministro da Cultura, Juca Ferreira. É um partido que faz tudo para barganhar um cargo, não se importando com os princípios políticos e ideológicos.
A política de Marina Silva é convencer o capital a preservar a natureza; é querer desenvolvimento sustentável na sociedade onde o eixo central é o lucro. Será que ela acredita mesmo que esta magia é possível no reino do capitalismo?
Em segundo lugar, esta posição não só confunde o partido, mas representa mudança total na tática, deixando de lado a tarefa de ser o “guarda chuva dos socialistas”.
A confirmação desta possibilidade, que não concordamos, representará uma adesão completa à política de conciliação de classes, seguindo ainda em sua infância os passos que o PT adotou em sua fase adulta.
Não é para fortalecer este tipo de tática que militamos no PSOL.
Sabemos das dificuldades que enfrentamos na construção do PSOL. Não é fácil uma campanha de uma candidatura própria, mas sem sacrifício nunca pavimentaremos o terreno para construirmos uma sociedade socialista.
Temos que dar continuidade ao desafio de organização da classe trabalhadora, combater a pobreza e a concentração de renda. É necessário eliminar por vez a especulação financeira, o aumento da dívida pública que, com juros espoliadores, só beneficia o grande capital e o imperialismo, mantendo milhões de brasileiros quando muito no regime de minguada bolsa família.
Precisamos que o Estado destine pesados investimentos em setores estratégicos da economia, que as riquezas geradas pela exploração do petróleo e exploração dos minerais estejam completamente sob o controle dos trabalhadores e de toda a nação. Que o Estado invista pesado na modernização do campo e na democratização do uso da terra. Que a riqueza produzida seja canalizada para resolver definitivamente o problema da estrutura produtiva, da educação, da saúde, da moradia, do saneamento básico, do desenvolvimento científico, tecnológico e cultural.
A afirmação de uma política socialista, que aponte rumos para superar a exploração e a opressão é o sentido de nossa luta.
Pela sua história de luta e pelo respaldo que possui entre os trabalhadores, é Heloísa Helena que naturalmente representaria o PSOL nas eleições de 2010, como candidata à presidência. Na sua impossibilidade, vamos escolher um dos companheiros que colocam seus nomes à disposição. Vamos fazer todo esforço para encontrar um nome do partido que seja aceito por todos os militantes.
Não adianta construir partido onde só uma meia dúzia de líderes decide tudo. Vamos convocar as bases a assumir este desafio, vamos definir critérios democráticos e confiáveis para eleição de delegados e vamos transformar a Conferência Eleitoral em um verdadeiro Congresso do PSOL para aprovar o programa político e escolher o candidato a presidente.
Saudações Socialistas
Diretório Municipal de Imperatriz
Cicero Nunes - Executiva Estadual
Carlos Leen - Executiva Estaudl
Carlos Lopes - Diretório Estadual
Homete Vieira - Diretório Estadual
Cleumir Pereira - Diretório Estadual
Wilson Leite - Pres. do PSOL de Imperatriz
Emanuel Chaves - Militante de Imperatriz
Wellyngton Chaves - Militante de Imperatriz
Felix Lima - Militante de Imperatriz
Jaime Rabelo - Militante de Imperatriz
Antonio Guimaraes - Militante de Imperatriz
Jucely Alves - Militante de Imperatriz
Jean Aparecido - Militante de Imperatriz
Hilário Barbosa – Militante de Imperatriz
Vera Lúcia – Militante de Imperatriz
Francineirde Pereira – Militante de Imperatriz
Margarida Pessoa – Militante de Imperatriz
